• Lane Lucena

Afetividade nos tempos modernos


Com a crise dos valores tradicionais, novos valores passaram a se impor na sociedade. Quem oferece uma descrição dos valores no mundo contemporâneo é Zygmunt Bauman, filósofo polonês, ficou conhecido pela série de cinco livros iniciada com a obra modernidade líquida.


Nessa série, Bauman utilizou-se da metáfora da liquidez para explicar o efeito das mudanças da modernidade sobre a condição humana, a ideia que passamos de uma fase sólida para uma fase líquida da modernidade, já que atualmente, nada se mantem. As convenções sociais mudam rápido e, constantemente vão transformando de maneira radical a experiência de construção de identidade do ser humano. Podemos traduzir esse fato como identidades líquidas, o que caracteriza nossa contemporaneidade como a busca não mais por uma identidade fixa; um valor fixo, mas por valores móveis - uma identidade móvel.


Jacques Lacan, psicanalista francês, em uma de suas obras, afirma que a partir do momento em que descobrimos a mãe como algo separado do nosso corpo, passamos a ansiar por algo externo a nós mesmos, que possa resgatar a antiga sensação de completude e que ainda assim, continuaremos a buscar aquilo que sempre nos escapa.


Vivemos um modelo de cultura do corpo, o que se cultua não é o próprio corpo, não é a potência do próprio corpo, é um modelo de corpo, ou seja, uma ideia de corpo, se continua no mesmo platonismo de fundo, se antes eu tinha valores universais do lado do bem e, se esse bem ele não se sustenta mais, agora você tem novos modelos e novos ideais. Não são mais aqueles universais, mas que são como se fossem universais substitutivos, criados pela cultura, pela mídia e pela propaganda. Tão dentro dessa ideia no lugar do bem enquanto verdade Universal se teria universais efêmeros citados no entanto são como os aniversários anteriores ainda na forma de uma moral só que não mais a moral tradicional mais uma moral do consumo apesar da crise moral o funcionamento da estrutura na moral ela se mantém tal qual ela se mantém justamente porque o que define a moral e seria se a gente é diferente dessa forma o homem não cada um de nós indivíduos porquê.




(Texto adaptado do artigo original no site psiconlinews.com).

Abraços, Lane Lucena ................................................................... Psicanalista Clínica, pós-graduada em comportamento organizacional e gestão de pessoas. Especializações em psicopedagogia clínica e psicologia e saúde mental. Agendamentos: 🛋️ www.psiqueanalise.com/consultorio


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